sexta-feira, 20 de abril de 2012

Risco de apagão abre porta para lucrar com turismo receptivo

















O turismo brasileiro está se tornando poliglota. Em 2011, cerca de 5,4 milhões de turistas estrangeiros aportaram no País - um recorde segundo o Ministério do Turismo, mas ainda baixo quando comparado a outras nações. A expectativa da instituição é de que número de estrangeiros visitando o Brasil chegue a 8 milhões com a Copa de 2014 e a 10 milhões com os Jogos Olímpicos de 2016.

O risco de um "apagão" da infraestrutura para esse público representa também uma oportunidade para pequenos e médios empreendedores do setor de serviços para o "turismo receptivo" - ou seja, voltado para recepcionar os estrangeiros que visitam o País.

"A Conferência das Nações Unidas Rio+20, a Copa das Confederações, a Copa do Mundo, as olimpíadas e o bom momento econômico do Brasil têm aumentado o interesse dos turistas estrangeiros", diz Aldo Arthur Sivierro, presidente do Sindicato das Empresas de Turismo do Rio de Janeiro (Sindetur-RJ).

Para ele, com a maior visibilidade, a imagem do Brasil deixa de ser marcada na mídia internacional apenas por notícias negativas, como desastres naturais e criminalidade. Ele acredita que o turismo internacional deve ter um aumento de pelo menos dois dígitos anualmente até as olimpíadas.

Sivierro vê alguns obstáculos, no entanto, para uma presença maior de estrangeiros. "O Brasil é um País distante do mercado da Europa e da Ásia, o que se torna num empecilho ainda maior com a moeda alta como está."

A Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) destaca ainda a carência de linhas de crédito e incentivos fiscais, a pouca integração entre os poderes público e privado, a falta de profissionais qualificados e que falem mais de uma língua e a precariedade da estrutura aeroportuária. A crise econômica que atingiu a Europa e os Estados Unidos também é um problema da conjuntura atual.

Arthur Sivierro avalia que pequenos e médios empresários teriam dificuldades em abrir agências de viagens que trabalhassem diretamente com turistas internacionais. "Geralmente, as empresas são recontratadas por agências internacionais. Para isso, é preciso ter um nome estabelecido e contatos, algo que leva algum tempo."

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Especial para o Terra

Fonte: Terra



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